Embora a indústria fonográfica trabalhe constantemente para combater internautas que compartilham arquivos em redes P2P — como o aposentado Napster ou o recente BitTorrent —, os chamados “piratas” da internet são também os usuários que mais compram conteúdo de maneira legal.

De acordo com um estudo realizado pela American Assembly, grupo de pesquisa filiado à Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, quem usa sistemas P2P para fazer download de músicas compra, em média, 30% mais conteúdo do que aqueles que não baixam arquivos de maneira ilegal.

Para chegar a esse número, os pesquisadores analisaram hábitos de consumo de internautas dos Estados Unidos e Alemanha com idade acima de 18 anos. Ao todo, foram comparadas as coleções musicais de 2,3 mil pessoas, levando em consideração não apenas a quantidade de arquivos, mas sua procedência.

Os resultados mostraram que os usuários de redes de compartilhamento de conteúdo são aqueles que possuem uma coleção de músicas maior e os que mais gastam dinheiro baixando músicas. Por outro lado, os que não usam redes de compartilhamento ilegal possuem menos arquivos, mas também compram menos.

Para os responsáveis pelo estudo, embora a indústria reclame constantemente da pirataria, esses resultados já eram esperados. Isso porque os aficionados por música gostam de descobrir, experimentar e compartilhar novos artistas, independentemente do meio que utilizam para esse fim. Caso o conteúdo seja bom, a tendência natural é de que os internautas paguem pelos arquivos espontaneamente.

O conteúdo completo do estudo está disponível no site da American Assembly (em inglês).

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